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Pesquisa vai gerar banco de dados 3D para estudos do câncer de mama

Publicado: Quarta, 12 de Fevereiro de 2020, 11h34
No Laboratório de Ergonomia, os parceiros no projeto: pela UFF, os professores Flavio Seixas e Aura Conci; e, pelo INT, as pesquisadoras Flávia Pastura e Cristina Zamberlan. (Foto: Vinícius Kabarite/INT)
No Laboratório de Ergonomia, os parceiros no projeto: pela UFF, os professores Flavio Seixas e Aura Conci; e, pelo INT, as pesquisadoras Flávia Pastura e Cristina Zamberlan. (Foto: Vinícius Kabarite/INT)

Elaborar um banco de dados de imagens e medidas 3D de mamas para uso na construção de sistemas computacionais que servirão à investigação do câncer de mama: esse é o objetivo de um novo projeto, que reúne as experiências de digitalização 3D, do Laboratório de Ergonomia (Laber) do Instituto Nacional de Tecnologia (INT/MCTIC), e de desenvolvimento de sistemas, do Instituto de Computação da Universidade Federal Fluminense (UFF). Intitulado "Uso da digitalização 3D e da impressão 3D para avaliação de alterações da superfície da mama para investigação do câncer de mama", o projeto ganhou apoio da Faperj, sendo selecionado pelo Programa de Apoio a Projetos Temáticos no Estado do Rio de Janeiro.

Coordenadora do projeto, a professora Aura Conci, da UFF, relata que a ideia de desenvolver trabalho nessa área surgiu a partir tese de doutorado em computação de Franciéric Alves de Araújo (defendida em 2014), que, sob sua orientação, desenvolveu uma metodologia para reconstrução tridimensional da geometria da mama. Desde então, o Instituto de Computação mantém essa linha de pesquisa, agregando a participação do Hospital Universitário Antônio Pedro (Huap/UFF) e do Hospital Federal dos Servidores do Estado (HFSE/MS).

A pesquisadora Flávia Pastura utiliza o escâner 3D a laser para capturar imagens para o banco de dados do projeto. (Foto: Amanda Oliveira/INT)Neste novo projeto – que se insere no âmbito de um acordo de cooperação que está sendo elaborado entre o INT e a UFF –, a experiência do Laber irá possibilitar a digitalização da superfície do corpo por meio do escâner 3D a laser e a construção de modelos físicos realistas (biofidedignos) por meio de impressão 3D. Esses modelos poderão auxiliar na formação de médicos, com especialização em mastologia e cirurgia plástica, mas, principalmente, irão auxiliar na modelagem e na calibração de sistemas de realidade virtual com interfaces táteis. Denominados sistemas hápticos, esses sistemas são capazes de representar adequadamente as diferentes percepções dos tecidos da mama, afetados ou não por câncer.

“A tecnologia deverá auxiliar os profissionais da área da saúde na avaliação de possíveis, alterações da superfície mamária que possam indicar o diagnóstico em estágios iniciais, que ainda é a melhor forma de aumentar as chances de recuperação completa da doença.” – destaca a pesquisadora Aura Conci.

Pela UFF, o projeto conta também com a participação do coordenador do Curso de Graduação em Ciência da Computação, Flavio Seixas. No INT, será coordenado pela chefe do Laber e da Divisão de Desenho Industrial (DIDIN), Flávia Pastura, contando com a participação dos bolsistas Maria Cristina Zamberlan, Gabriel Mendonça, Thatiane Lopes e Tales Costa.

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