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Processo de obtenção de açúcares da semente do açaí garante primeira “patente verde” ao INT

Publicado: Segunda, 16 de Dezembro de 2019, 11h05

Pesquisa sobre obtenção de monossacarídeos, oligossacarídeos e polissacarídeos da semente do açaí desenvolvida pela pesquisadora Ayla Sant’Ana e equipe garantiu ao Instituto Nacional de Tecnologia (INT) sua primeira carta patente dentro do programa Patentes Verdes, do Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI). O programa, que prioriza o exame de pedidos de patentes de tecnologias relacionadas ao meio-ambiente, acelera a sua concessão para que possam ser rapidamente usadas pela sociedade. Desta forma, o período entre o depósito do pedido de invenção e publicação da carta patente demorou pouco mais de um ano.

Com o título “Processo de obtenção de manana, manano-oligossacarídeos e manose a partir de sementes de palmeiras do gênero euterpe”, a patente (BR 10 2018 067282 7) partiu da identificação da composição da semente dos frutos açaí e juçara realizada no Laboratório de Biocatálise do INT. A descoberta contou com o apoio do Instituto Serrapilheira, após seleção de projeto da bioquímica Ayla Sant’Ana em duas etapas da 1ª Chamada Pública de Pesquisa Científica da Organização, a última com financiamento de R$ 1 milhão.

Patente Semente Acaí 2019 12 05 02alta

Correspondendo em média a 90% do fruto, a semente do açaí é descartada após a produção da polpa, o que gera mais de um milhão de toneladas de resíduos por ano. A identificação da manana, manano-oligossacarídeos e manose – que na maioria dos resíduos agroindustriais disponíveis em abundância são encontradas em baixa quantidade – garantiu novas perspectivas para a aplicação dessa biomassa residual.

Foram desenvolvidos no estudo e protegidos pela patente os processos para obtenção desses açúcares, que incluem: moagem das sementes, hidrólise (quebra de parte das moléculas) do material moído, separação das frações líquida e sólida e tratamento da parte sólida. De alto valor para a indústria, os carboidratos obtidos podem ser usados na produção de gomas espessantes, compostos prebióticos, fármacos e precursores de vários produtos químicos.

Além da pesquisadora Ayla Sant’Ana, estão registrados como inventores na patente a bolsista de mestrado Ingrid Santos Miguez e os ex-colaboradores João Pedro R. Barros da Silva, bolsista do Programa de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação (PIBITI/CNPq), e Alvaro Ferreira Monteiro, estagiário do convênio com o Centro de Integração Empresa-Escola (CIEE).

2019 05 15 amanda oliveira 4

 

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