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Projeto desenvolve novas aplicações a partir do grafeno

Publicado: Sexta, 24 de Janeiro de 2020, 11h48
Os bolsistas Arthur Gonçalves e Pedro Siciliano despejam o catalisador de grafeno e óxido de ferro no reator onde está o líquido azulado por corante. Submetido a luz intensa, este catalisador promove a reação de fotocatálise, que elimina da água o corante residual. (Foto: Vinícius Kabarite/INT)
Os bolsistas Arthur Gonçalves e Pedro Siciliano despejam o catalisador de grafeno e óxido de ferro no reator onde está o líquido azulado por corante. Submetido a luz intensa, este catalisador promove a reação de fotocatálise, que elimina da água o corante residual. (Foto: Vinícius Kabarite/INT)

Material formado por uma finíssima camada de moléculas de carbono, o grafeno é objeto de estudos recentes na área de novos materiais com aplicações tecnológicas que despertam interesse de pesquisadores em todo o mundo.  Com recursos do Programa de Apoio a Projetos Temáticos no Estado do Rio de Janeiro, da Faperj, o projeto “Materiais à base de grafeno: síntese, caracterização e aplicação em catálise, energia e meio ambiente”, conta com a parceria entre a  Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) e o Instituto Nacional de Tecnologia (INT).

Coordenado pelo professor Aderbal Severino Luna, do Programa de Pós-Graduação em Engenharia Química (PPGEQ) da UERJ, o projeto sintetizará novos catalisadores a base de grafeno e óxidos de metais de transição, para uso em processos industriais.

Entre os bolsistas que desenvolvem o projeto pelo INT, o orientador Alexandre Gaspar, chefe do Laboratório de Catálise (Foto: Vinícius Kabarite/INT)A parte do trabalho que cabe ao INT se baseia no tema de dissertação de mestrado do bolsista Arthur Gonçalves, que desenvolve sua pesquisa no Laboratório de Catálise (LACAT), co-orientado pelas professoras Deborah César e Cristiane Henriques, do PPGEQ/UERJ, e pelo tecnologista Alexandre Gaspar, da Divisão de Catálise (DICAP) do INT. A pesquisa prevê a síntese de grafeno e incorporação de óxidos de ferro, obtendo materiais com propriedades magnéticas. Esses materiais estão sendo testados com êxito em fotocatálise para a degradação de corante em meio aquoso, processo a ser empregado na indústria têxtil para eliminar o resíduo que permanece na água após o tingimento do tecido. Na equipe de trabalho, também participa o bolsista CIEE Pedro Henrique Siciliano, do Instituto Federal do Rio de Janeiro (IFRJ).

As outras linhas de pesquisa, desenvolvidas na UERJ, envolvem a produção de nanocompósitos para aplicação como eletrocatalisadores; sínteses e aplicação de catalisadores híbridos para aplicação em reações de controle da contaminação ambiental e de interesse industrial, como a reação de desidrogenação oxidativa do propano; e aplicação de nanomateriais no desenvolvimento de métodos de pré-concentração.

Além de visar transferência ao setor produtivo, tendo a meta de depósito de patentes, o projeto tem um viés acadêmico de orientação de alunos em pós-graduação e graduação, publicação de artigos em periódicos indexados e publicação em Anais e participação em congressos científicos relacionados às áreas de Catálise, Materiais, Química e Engenharia Química.

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